Um estudo prospetivo e controlado da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, apresentado no 36th ECVIM-CA Congress (Berlim, 2026), traz a primeira evidência clínica controlada sobre o WePaticare® associado ao ácido ursodesoxicólico (UDCA) em cães.
A hepatite crónica representa cerca de 66% dos casos de hepatite primária em cães, e até 20% destes casos são subclínicos. Muitas vezes, a única pista é a elevação das enzimas hepáticas em análises de rotina. A terapêutica hepatoprotetora é usada quase sempre como coadjuvante nestes casos, mas faltava evidência clínica controlada que a sustentasse.
Foi essa lacuna que o estudo da FMV-ULisboa, financiado pela Wepharm, procurou preencher.
A hepatite crónica representa cerca de 66% dos casos de hepatite primária em cães, e até 20% destes casos são subclínicos. Muitas vezes, a única pista é a elevação das enzimas hepáticas em análises de rotina. A terapêutica hepatoprotetora é usada quase sempre como coadjuvante nestes casos, mas faltava evidência clínica controlada que a sustentasse.
Foi essa lacuna que o estudo da FMV-ULisboa, financiado pela Wepharm, procurou preencher.
Como foi feito o estudo
O estudo decorreu no Hospital Escolar Veterinário da FMV-ULisboa, com recrutamento entre março e setembro de 2025. Incluía cães com pelo menos uma enzima hepática elevada (ALT, ALP e/ou GGT) e suspeita de doença hepatobiliar primária, sustentada por imagem abdominal.
Os 30 cães foram distribuídos por dois grupos:
- G1: WePaticare® + UDCA (n = 19)
- G2: UDCA isoladamente, como controlo ativo (n = 11)
As análises foram repetidas ao 1.º e ao 3.º mês de tratamento e comparadas com os valores iniciais.


Principais resultados
- ALP: 84,2% dos cães do grupo combinado melhoraram, contra 36,4% no grupo controlo (p = 0,015).
- GGT: 78,9% contra 36,4% (p = 0,047).
- ALT: redução significativa no grupo combinado (p = 0,005), já visível ao 1.º mês.
- Grupo controlo: nenhum dos seis parâmetros avaliados variou de forma significativa.
- Tolerabilidade: sem efeitos adversos no grupo combinado. Com UDCA isolado, cerca de 27% dos cães tiveram sinais gastrointestinais ligeiros, reversíveis.
O que significa para a prática clínica
Os resultados sugerem que associar WePaticare® ao UDCA pode reforçar a resposta bioquímica, sobretudo quando a ALT e a GGT são os marcadores mais alterados. O estudo posiciona o WePaticare® como coadjuvante do UDCA, e não como alternativa: o UDCA continua a ser a base da terapêutica.
Os autores colocam a hipótese de que a boa tolerância digestiva no grupo combinado se deva à formulação multimodal do WePaticare®, em particular ao seu componente probiótico. É uma hipótese que estudos futuros terão de confirmar.


Sobre o estudo
Estudo conduzido no Hospital Escolar Veterinário da FMV-ULisboa (CIISA / AL4AnimalS), com financiamento da Wepharm, S.A. (conflito de interesse declarado pelos autores). Autores: Rita Yasemin Moniz Ibrahimoglu, Patrícia Lunet Marques, Ana Isabel Filipe e Rodolfo Oliveira Leal. Apresentado como poster no 36th ECVIM-CA Congress, Berlim, 2026.